Croft Vintage Port 2011

Croft Vintage Port 2011

Notas sobre o Ano Vitícola e a Vindima 
 
O inverno que antecedeu a vindima de 2011 foi frio e húmido. A estação meteorológica na Quinta da Rôeda (Croft) registou 496mm de precipitação entre 1 de novembro e 31 de março, o que foi uma quantidade abundante quando comparada com a média de 358mm registada nos últimos 30 anos. A chuva foi, no entanto, muito benéfica, repondo completamente as reservas de água subterrânea e permitindo o amadurecimento equilibrado das uvas durante o verão quente e seco que se seguiu. O abrolhamento ocorreu no período habitual, mais precisamente no final da terceira semana de março, sendo que as condições relativamente húmidas e amenas de abril encorajaram o crescimento vigoroso. As condições climatéricas registadas em inícios de maio foram geralmente secas, assim se mantendo na maior parte do verão. Apenas se registou 12mm de chuva na Rôeda nos meses de maio, junho e julho, o que foi muito pouco quando comparada com a média de 105mm dos últimos 30 anos.
 
Apesar das condições áridas, as videiras foram capazes de retirar suficiente água das reservas subterrâneas, proporcionando as condições ideais para a equilibrada maturação das uvas. O tempo quente e seco de agosto foi quebrado na altura ideal por dois períodos de chuva, a 21 de agosto e a 1 de setembro, que encerraram a época de amadurecimento e deram origem a uma vindima equilibrada e uniformemente madura. A apanha da uva começou no dia 10 de setembro na quinta da Rôeda em excelentes condições para a vindima. Os tempos de fermentação foram longos, permitindo um extração completa e uniforme, e os mostos nos lagares da quinta apresentaram excepcional intensidade de cor e aroma.
Notas de Prova
Cor negro-púrpura profunda. O sedutor nariz complexo tem a opulência típica da Croft mas ostenta impressionante profundidade, fundo e reservas de aroma. Um rico e poderoso frutado resultou numa base com abundância de aromas a botões de flores e a esteva. Sabor a deliciosa fruta silvestre madura a surgir na boca. A textura aveludada do vinho é sustentada por taninos tensos e musculados, perfeitamente integrados, que proporcionam energia com uma atraente firmeza e vigor no final. Mais viril e estruturado que alguns recentes vintages desta casa clássica, o 2011 apresenta todo o rico carácter frutado maduro e aroma exótico associado ao estilo da casa Croft. 
 
Prémios e distinções
  • James Suckling, Maio 2013
Bonitos aromas a violetas e mirtilos com notas de ardósia azul. Encorpado, meio doce com taninos mastigáveis e um muito longo final. Uma insinuação amadeirada, a folhagem e a nozes com notas a chocolate de leite acabado de raspar. Muito refinado e bonito. 
  • Neal Martin, Eroberparker.com, 95 pontos
De início, o Croft 2011 apresenta-se um pouco taciturno no nariz, até mesmo depois de o ter deixado abrir durante 20 minutos no meu copo. Ao agitar ligeiramente os aromas acordam de imediato presenteando-nos com amora, compota de laranja de Sevilha, mirtilos e figo maduro – complexo e bastante envolvente. Existe uma verdadeira mineralidade neste bouquet que, após 30 minutos, oferece atraentes aromas como brisa marítima a emergir do oceano. Na boca é meio encorpado com um início aveludado e suave, o qual incorpora taninos finos e estruturados. No final, fecha-se um pouco, encerra em tampa bem apertada e consequentemente fica uma sensação de menor persistência quando comparada com um Taylor’s ou o Fonseca. No entanto, o Croft tem o mérito de atribuir amadurecimento em garrafa e torna-se suave e generoso com o passar dos anos. 
  • Kim Marcus, Wine Spectator, Setembro 2013 – 97 pontos
Efusivamente sumarento, rico e concentrado, apresentando muita intensidade nos sabores fulgurantes a frutos silvestres, groselha negra e tarte de ameixa. Notas de chocolate infundido em laranja permanecessem num final exótico impregnado a mocha. Para beber de 2020 até 2045.