Jack, o espião



   
 

O filho de John Croft III, conhecido como Jack, foi um dos membros mais coloridos e marcantes da dinastia Croft.
 

Pintura de Jack Croft 
 
Era um homem de muitos talentos, um poliglota e cientista que mais tarde foi admitido na Royal Society, em Londres, e na Academia Real das Ciências de Lisboa, bem como recebeu um doutoramento honoris causa pela Universidade de Oxford. No entanto ele é recordado pelo seu trabalho como espião durante a campanha peninsular das guerras napoleónicas.
 
Em 1810, Jack foi recrutado por Charles Stuart, o ministro britânico em Lisboa, para recolher informações sobre os movimentos das tropas francesas no norte da Espanha e de transmiti-lo ao comandante das forças britânicas, Arthur Wellesley, mais tarde duque de Wellington. Para fazer isso, Jack teve de viajar sem ser detectado no território inimigo, até à Corunha, na Galiza, e criar uma rede de agentes para observar e informar sobre os movimentos do exército francês. As suas mensagens foram levadas por emissários clandestinos, que eram transportados por mula para a costa da Galiza, onde eram apanhadas por pequenas embarcações britânicas e encaminhadas para Jack Croft no Porto para poderem ser decifradas.